sexta-feira, 31 de julho de 2009

Salve amados,

Desde o domingo que não sei o que é estar presente, falando algo para vocês. Não sei se acontece com vocês, mas eu sinto falta de transmitir Jesus as pessoas.

Hoje venho aqui para dizer que já se encontram on line os videos do Show Amigos pela Paz. É só entrar no youtube e procurar pelas tags show amigos paz tijuca

Na paz de Jesus e no amor de Maria.

domingo, 26 de julho de 2009

Show Amigos pela Paz


Paz, amados amigos,

Como é bom estar por aqui... e hoje para falar de tanta coisa que está acontecendo e eu participando.

Mas vamos por parte, Neste post quero falar sobre o dia de ontem, sábado. O dia nem tanto, mas a noite, que foi simplesmente m a r a v i l h o s a, e agradeço aos amigos Tereza Galvino e Rodrigo Sobrinho pelo que foi proporcionado ao povo cristão carioca, principalmente a mim e minha família.

Ontem encerrávamos a Semana do Amigo, que iniciamos no domingo passado com uma santa missa celebrada pelo nosso grande amigo Dom Orani Tempesta. Durante a semana, de segunda a sexta feira, a radio catedral nos brindou com belíssimas transmissões radiofônicas ao vivo do terço da misericórida. Na segunda, o terço aconteceu na Igreja da antiga Sé, Nossa Senhora do Carmo no centro do Rio de Janeiro e teve a participação de todos os sacerdotes e leigos religiosos que rezam o terço diariamente às 15:00 hs. De terça a sexta feira, foi rezado o terço da divina misericórdia, tendo a radio catedral percorrido algumas dioceses fora do Rio como a de Duque de Caxias e de São Gonçalo, sempre com a presença de Marceli Jordão, Silvio Junior, Dj Ronald Carvalho e Eduardo Soares.

E ontem sábado, festejamos nossa semana do amigo na Tijuca, mais exatamente no América Football Club. Sob o comando de Rodrigo Sobrinho da Paróquia São João Evangelista, em Oswaldo Cruz e Tereza Galvino da Paróquia Santo Afonso, a Tijuca foi palco do evento Amigos Pela Paz, que reuniu as Bandas Tribo de Levi e Canto Novo e os cantores Aline Venturi, Eduardo Soares, Ítalo Villar e ela, a mineirinha pentencostalíssima, Celina Borges. Tereza assina a produção geral do evento que teve o apoio de sua paróquia, de Santo Afonso – Tijuca, na pessoa do Pároco Pe Vanderlei. A produção artística coube ao Rodrigo que vem em nome do Vicariato Suburbano mostrar do que é capaz.

Passava pouco das 15:00 hs quando Rodrigo e Tereza subiram ao palco para anunciar o início do evento. Após a leitura de uma passagem bíblica sobre amigos e de pedir as bênçãos de Deus sobre todos que por ali passassem naquela noite, Rodrigo anunciava a primeira atração. Neste momento entraram no palco Marcelo Sobral, Leo Félix, Mauro Weyne, Carlos Alberto e Gabriel Webler, integrantes da Banda Tribo de Levi, tocando um bom rock cristão, com muito louvor de celebração. As musicas são do segundo CD da Banda, “Vem Viver” e estará sendo lançado no dia 1º de agosto em um show na UERJ.

Depois foi a vez da Banda Canto Novo com o vocalista super animado Felipe, o casal Cristiano e Luciana, o ex-cabeludo Miguel, agora um senhor de família, e o jovem Djalma, batera de “responsa”.

Passadas as bandas Tribo de Levi e Canto Novo, entraram em cena Fabinho Aquino, Cosme Motta e Dudu Nascimento - os vocalistas da Adriana – e coube a eles apresentarem as próximas atrações através de uma breve capela. Primeiro foi a vez de Aline Venturi que empolgou o publico. Junto com Pe Vanderlei, a mariana artista participou de uma homenagem a Nossa Senhora, cuja imagem foi levada ao palco. Junto um quadro de Santo Afonso, a imagem permaneceu no palco, abençoando a festa destinada a seu Filho. Depois foi a vez de Eduardo Soares, musico que acompanha sempre a Radio Catedral nos terços da misericórdia rezados nas paróquias. Após tivemos Ítalo Vilar, que disse estar muito alegre por esta visita ao Rio de Janeiro, cidade que sempre o acolhe muito bem, e perto de jovens ligados à sua comunidade Aliança de Misericórdia. A última atração ficou por conta da ungida Celina Borges. Oh, glória. Essa mineirinha não deixou ninguém sentado. Mandou o povo de Deus levantar e se aglomerar próximo ao palco. Daí pra frente foi só Jesus. Celina, uma levita autentica, ministrou a Palavra, louvou e orou por seus irmãos.

Através dos artistas que passaram pelo palco do América Football Club, Jesus realizou o que Ele mais queria: a redenção de muitos e certamente Se alegrou com as lagrimas dos convertidos que se quebrantaram. Foi uma noite de Glória onde Jesus esteve presente do início ao fim.

O evento, além de encerrar a Semana do Amigo, providencialmente acontece dentro das festividades de Santo Afonso. A programação das festividades poderá ser vista aqui. Programe-se e participe em comunidade.

Pessoas de todo o rio de janeiro se fez presente ao evento, onde estiveram também as comunidades Aliança de Misericórdia e Tarde com Maria, nosso irmãozinho Wellington do Setor Amigos da Radio, da Radio Catedral, que deu uma passadinha por lá, jovens da Paróquia de nossa Senhora de Fátima – RTS e de outras igrejas e comunidades, de todos os vicariátos do Rio de Janeiro que foram louvar e agradecer ao senhor pelo dom da amizade, pela alegria de ter Jesus como um verdadeiro amigo.

Esperamos agora, ansiosos, pela Semana dos Amigos 2010. Vai ser a Glória.

Mais fotos? Acesse aqui.

Os Vídeos postarei mais adiante.

Na Paz de Cristo e no amor de Maria,

JAugusto & Glece Gomes
Paróquia Santo Antonio de Pádua
Comunidade Coração Novo

sexta-feira, 24 de julho de 2009

um casamento nada convencional...

Salve amados irmãos,

Gostaria de compartilhar com vocês, em um momento de descontração, um video que encontrei na internet. Trata-se de um casamento cuja cerimonia da entrada dos padrinhos e noivos se deu de uma forma nada convencional. Foi um verdadeiro show. O casamento de Jill e Kevin foi realizado na Igreja de São Paulo em Han Lake, Minnesota, EUA. (St. Paul, church). Pesquisando sobre a igreja verifiquei tratar-se de uma paróquia católica e bastante ativa em sua comunidade.

Nos EUA é comum que os noivos façam uma apresentaçao de dança quando estão para entrar no salaão de festas ou mesmo na Igreja. Mas o que o casal Jill e Kevin fez surpreendeu a eles próprios, até porque o video que colocaram no youtube para compartilhar com amigos e parentes, já atingiu a marca de mais de 1.500.000 visualizações. Como eles apregoaram no post do video, a dança de entrada de seu casamento foi algo a ficar marcado para sempre.

Vale a pena ver o video.

Somos as sementinhas que Cristo lança ao mundo...

Paz amados,

O Evangelho de hoje para nossa reflexão está centrado em Mateus 13: 18-23.

18. “Vós, portanto, ouvi o significado da parábola do semeador.
19. A todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração; esse é o grão que foi semeado à beira do caminho.
20. O que foi semeado nas pedras é quem ouve a palavra e logo a recebe com alegria;
21. mas não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega tribulação ou perseguição por causa da palavra, ele desiste logo.
22. O que foi semeado no meio dos espinhos é quem ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele fica sem fruto.
23. O que foi semeado em terra boa é quem ouve a palavra e a entende; este produz fruto: um cem, outro sessenta e outro trinta”.


A Palavra de hoje é um segmento da que ouvimos desde quarta feira. Naquele dia Jesus se assentava à margem do lago e uma grande multidão o seguira. Para ensinar-lhes, Jesus sobe em uma barca e prega através de parábolas, histórias, ao povo que se amontoava na beira do lago. Terminado, os discípulos interpelam Jesus o porque de falar em parábolas e Jesus lhes diz que felizes são os que entendem as histórias e abrem seu coração para pô-las em prática. Hoje Jesus vai explicar a nós, seus discípulos, a temática da história que contava ao povo.

À uma primeira visão da Leitura de hoje, poderíamos nos colocar como a terra em que a semente é semeada. A Palavra seria a semente e a terra nossos corações. Mas se observarmos bem, “nós” somos a semente que o agricultor vai lançar. È uma mensagem maravilhosa ainda mais por estarmos festejando o ano sacerdotal, o ano em que não só rezamos pela fortificação do chamado de nossos pastores, mas pedimos também ao Senhor o envio de mais e mais sacerdotes, missionários, religiosos, tantos quanto forem possíveis, pois é grande a necessidade destas “sementes” diante do numeroso povo faminto.

Primeiro nos diz o Senhor das sementes que são lançadas a beira do caminho, sendo estes aqueles que ouvem a palavra e não a compreende, ficando a mercê do inimigo, do destruidor que vai levar o pouco que conseguiu assimilar. Estes podemos definir como os que não tem compromisso com Deus. É cristão de final de semana, freqüenta a missa dominical com a família pois aprendeu que assim deveria ser; cumpre um ritual da comunhão com os amigos que só vê naquele dia. Vai pra casa, almoça fora, inicia sua semana como se nada tivesse acontecido em sua vida. Briga, xinga, e até promove o mal aos outros. Se entrega às coisas mundanas. Mas no próximo domingo, inicia tudo novamente. Depois Jesus vai nos dizer quem são “aquelas sementes que caíram nas pedras”. São aqueles que ouvem a Palavras, entendem razoavelmente, mas a Mensagem não permanece com ele. Por não entender totalmente nem procurar entender, ao primeiro sinal de dificuldade, cai em lástima, preocupação, e até duvida que Deus possa estar junto dele. Estes se alegram com o que ouvem. E só. Outro grupo de sementes é o que cairá no meio de espinhos e por causa disso, morrerá sufocada. Se deixam abater pelas preocupações, pelas tempestades, pela vida que as cercam. Vivemos em um mundo sombrio, um mundo que se preocupa com dinheiro, com vantagens, com farras. Mas Jesus vai se alegrar ao explicar sobre o último grupo de sementes. Aqueles que ouvirão a Palavra, a entenderão, a colocarão em prática e conseguirão levar a mensagem a todos os povos, sem se deixar abaterem pelas dificuldades do mundo, sempre tendo em Jesus, a sua meta de vida.

Meus irmãos, a passagem de hoje nos chama a termos compromisso com Deus. Nossa missão é procurarmos uma terra boa para germinarmos e darmos bons frutos. Ora, mas então, se somos sementes, o que é a terra boa que Jesus nos fala? A Terra boa meus caros é a comunidade que escolhemos para desenvolver nosso compromisso.

Como seres humanos temos uma grande dificuldade em terminarmos as coisas que começamos, temos uma séria dificuldade nisso. Nos alegramos facilmente com as coisas, com as situações. Nos alegramos quando vemos uma coisa nova que ganhamos e juramos até uma certa fidelidade à coisa, pois temos que nos será de grande utilidade. Mas com o passar do tempo vemos que isto não será bem assim. Em nossa caminhada são nos oferecidas outras diversas coisas similares. E muitas até pegamos, largando a que temos, jogada em um canto. Muitos aparecem em nossas vidas oferecendo coisas melhores, diferentes, outras coisas novas e vamos correndo ver o que é e logo estamos querendo aquilo também. Na verdade, queremos tudo e não queremos nada. Estamos tão vazios que nada nos completa. Tudo que nos é ofertado nós “pegamos” mas deixamos de lado, pois sempre nos aparecerão outras coisas diferentes. Melhores ou piores, não importa. Estaremos sempre correndo atrás de outras coisas.

Isto somos nós. Somos um povo doente, fraco, sedento e com fome, em busca de algo que nos fortaleça e alimente. Como barcos à deriva, não temos um porto seguro exclusivo, estamos a vontade da maré, jogados de um lado para o outro. Estamos sempre a procurar algo que nos sustente, pois o pouco que conseguimos logo se vai, deixando-nos novamente no vazio. Deixamos nos levar a procurar a vida eterna nos mais diversos lugares, fora de nossas vidas, sem dar-nos conta que o que nos sustentará eternamente é o nosso Deus que vive unicamente em nossos corações.

E é isto que Jesus quer verdadeiramente nos falar: sobre nossos corações, sobre nossas vidas. Jesus nos chama a segui-lo. Mas para isso devemos ter compromisso com Deus, largar tudo e segui-lo com fidelidade. Devemos morrer e renascer, deverá surgir um homem novo, com um novo coração. Este coração por sua vez deve permanecer aberto, de forma a receber e emanar o amor de Jesus, pois seguir a Ele é fazer o que Ele faz, agir a sua maneira, sermos missionários emissores do seu amor para com os homens. Somos a semente que brota do coração de Deus. É isto que Ele nos diz hoje. O coração de Jesus é essa “terra boa” que nos fará crescer com vitalidade e distribuir bons frutos. Permanecer nela nem sempre é fácil. Mas devemos lutar. Lutar para que o maligno não venha nos tirar dessa “terra boa”, lutar para que não vejamos as coisas do mundo como melhores que os ensinamentos de amor passados pelo nosso Pai. É nesta "terra boa" que devemos fincar nossas raízes sem que nada possa nos arrancar de lá, e nossos frutos sejam eternamente o amor de Jesus que devemos sempre transmitir. Somos as sementinhas que Jesus lança ao mundo.

Bom final de Semana para todos meus amigos irmãos, sementes do Nosso Senhor, o Grande Agricultor.

Na paz de Cristo e no Amor de Maria...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Abra o coração... Abra os meus olhos...

Salve, amados de meu Pai,

A leitura proposta para hoje está centrada no Evangelho de Mateus 13: 10-17.

10. Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que lhes falas em parábolas?”
11. Ele respondeu: “Porque a vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não.
12. Pois a quem tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas a quem não tem será tirado até o que tem.
13. Por isto eu lhes falo em parábolas: porque olhando não enxergam e ouvindo não escutam, nem entendem.
14. Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Por mais que escuteis, não entendereis, por mais que olheis, nada vereis.
15. Pois o coração deste povo se endureceu, e eles ouviram com o ouvido indisposto. Fecharam os seus olhos, para não verem com os olhos, para não ouvirem com os ouvidos, nem entenderem com o coração, nem se converterem para que eu os pudesse curar’.
16. Felizes são vossos olhos, porque vêem, e vossos ouvidos, porque ouvem!
17. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que estais vendo, e não viram; desejaram ouvir o que estais ouvindo, e não ouviram.


Ontem Mateus nos relatava que Jesus estava a beira de um lago e uma multidão se aglomerou ao seu redor. Vendo isto, Jesus subiu em uma barca de forma a poder melhor falar ao povo que se aglomerou às margens do lago. E aí começou a ensinar através de parábolas. Seus discípulos vendo isto, após a aula, perguntaram a Jesus porque Ele falava ao povo através de parábolas, e Jesus lhes respondeu dizendo que a eles, seus discípulos, havia sido dado a conhecer Jesus e entender seus ensinamentos, mas aqueles a quem falava agora, não. Povo de coração duro, não queria escutar nem ver o que estava diante deles.

"Abra os meus olhos, dá-me a visão, eu preciso ver, eu quero ver, aquele que faz o milagre... Toca em meus olhos, abra os meus olhos, quero olhar em sua face, esse é o meu sonho, ver a tua glória, esse é o meu sonho. Atenda-me. Filho de Davi."

Hoje Jesus vem nos colocar a nossa frente duas realidades de pessoas. Aqueles que decidiram segui-lo, que se colocaram a caminho ao Seu lado e aqueles que o viram passar, escutaram ele falar, viram seus prodígios, mas ficaram inertes, não quiseram “ver” nem “ouvir”.

Como sabemos, o povo Judeu vivia aprisionado, era praticamente um estranho em sua própria terra, eram controlados por um governo que dominava os reinos da época, eram humilhados sem falar nos seus iguais ricos, que lutavam para não perderem sua fortuna e acumular cada vez mais, aliando-se aquele que era o inimigo. Mais a maioria eram os pobres que ficavam cada vez mais pobres, mais sofrido, mais sedento de justiça e esperançosos nas profecias, esperavam a vinda daqueles que os libertaria das mãos dos poderosos, dos opressores, aquele que iria guerrear por eles. Que viria a destruir um império e libertar o povo da escravidão.

Mas aí aparece Jesus. Um menino também pobre, que vai nascer fora de sua cidade, em um estábulo, cresce como qualquer outro, aprendendo sobre sua história e a de seu povo, e que mais tarde vem falar de amor, de paz, de se fazer caridade. Aonde estaria aquele guerreiro que as Escrituras apregoavam a vinda?

Por isso a maioria do povo não o queria. Não queria aceitar que “aquele” era o Cristo de Deus, o Enviado. Estes são quem Jesus chama de povo de coração duro. Pois os que abriram seus corações, suas mentes, quando Jesus passou e os chamou, puderam ver que aquele era o Senhor, aquele era o próprio Deus. Jesus mais tarde perguntaria aqueles seus apóstolos, para eles quem o era, lembram? E quando eles lhes disseram ser o Cristo, Jesus novamente vai dizer-lhes que Eles são agraciados porque Deus, e não outro qualquer, é quem tinha feito eles reconhecerem-no o Senhor.

A este povo de coração duro, fechado, Jesus vai falar através de histórias. È como um aprendizado lento. Quantos de nós, muitas vezes em nossas vidas, não precisamos escutar histórias para podermos entender as coisas? Precisamos de exemplos para seguir em conformidade com o que é nossa tarefa? Jesus sabia tanto disso que ao povo geralmente se dirigia por meio das histórias. Mas sabia também o limite de cada um ao entendimento. Aos pescadores, contava histórias de pescador, aos que cuidavam de rebanhos, contava histórias de pastoreio, aos que lidavam com a terra, histórias de colheitas e assim seguia.

Jesus está sempre nos falando, está sempre se dirigindo a nós e de forma que possamos entendê-lo. Mas para que de fato possamos compreender o que Deus quer de nós, devemos abrir nosso coração. O entendimento das coisas de Deus passa somente pelo coração do homem. É preciso que vejamos nosso Jesus como o verdadeiro libertador. É preciso que creiamos que Ele nos cura, liberta e que, sobretudo, está a voltar. Escutando e vendo com o coração, crendo nas Escrituras, no que Deus falou pela boca dos profetas, nos resta por em prática Seus ensinamentos. Seus Mandamentos. Não basta ouvir, ver, ler, mas também fazer, se converter. Crer é isto. Acreditar é ter certeza de que o que está escrito vai acontecer. Pode demorar mil anos, mas vai acontecer. O tempo, inclusive, é um fator que não está ao nosso lado. Por isso também devemos levar a nossos filhos, nossos irmãos, o conhecimento da Salvação, para que eles façam o mesmo com as próximas gerações. Ele voltará. Está escrito. Gosto de uma frase que Jesus sempre falava: “Quem tem ouvidos, ouça!.”

Portanto, amados, se você acha que ainda não ouviu Jesus falar com você, ou escutando, não compreendeu o que Ele quis dizer, abra o seu coração. Liberte-se do que te prende a este mundo. Entregue-se a Ele. Com um coração puro, contrito, renovado, Escute-o chamando por você e vá ao Seu encontro. Procure Jesus nas suas ações, no seu caminhar, nas suas palavras. Se de um coração novo é o que precisamos para que abramos nossos ouvidos e olhos e, entendendo o que Ele nos fala, voltemos à vida, peçamos isto a Cristo.

Jozyanne, uma cantora cristã que gosto muito, tem uma linda canção para o tema de hoje: Abra os meus olhos.



Pensemos nisto.

Na Paz de Jesus e no Amor de Maria,

terça-feira, 21 de julho de 2009

Semana do Amigo 2009 - Radio Catedral - Terço da Misericordia

Ontem, segunda feira, dia 20 de julho, foi o “dia do amigo”, dia em que festejamos a alegria em termos pessoas companheiras ao nosso lado, vivenciando o mundo junto conosco. Pois é nisto que se resume a palavra “AMIGO”, aquele que está sempre ao lado, caminhando junto, colhendo junto os frutos. Esta palavrinha de 5 letras tem um significado muito grande o qual nem sempre damos importância. Até chamamos assim as pessoas que gostamos, mas rapidamente desgostamos e passamos a “odiar” o “amigo”. Matamos nossos pais, nossos irmãos, nossos colegas e, fatalmente, também os amigos.

Vivemos em um mundo que pouca importância se dá ao amigo. A evolução tecnológica que nos possibilita conversar com o mundo todo, nos convida a termos amigos nos mais distantes locais. Temos desde pequeno a obrigação de cativar amizades, e aos coleguinhas da escola chamamos amigos. Os que moram no mesmo prédio ou mesma rua que a nossa também chamamos de amigos e aqueles com quem passamos mais tempo de nossas vidas, também. Ao longo de nossas vidas, mudamos de escola, casa, bairro, cidade, trabalho e, também de amigos. Esquecemos uns, criamos outros, e assim a vida segue em frente. E nós e nossos amigos também. À medida que vamos crescendo nossas vidas vão se transformando e novas amizades vão aparecendo.

Mas será que isto é amizade verdadeira? Qual significado verdadeiro tem a palavra “amigo”? Tenho pra mim que não há uma certa unanimidade quando se tenta conceituar a palavra, até porque a cada um que se pergunte o que é um amigo, certamente a pessoa falará algo de novo, ainda não dito. Assim “amigo” é um termo que não pode ser limitado, e cada um, dentro da sua necessidade, tem um amigo. Uns os tem para uma ajuda financeira, outro para escutar-lhe falar, outros ainda, buscando conselhos, e tantas outras funções que tem um amigo.

Na Bíblia, contudo, embora sendo uma Carta de Amor, um Estatuto de Deus, o que se tem é pouco a respeito do que é ser “amigo”. Mas uma coisa é certa, Jesus chamava seus seguidores de “amigos”. Ora, se temos em mente o que é ser seguidor de Cristo, então já temos meio caminho andado em descobrir o que é ser amigo. Mas isto vai de cada um. Como disse, não existe um “amigo” que seja comum a todos. Os amigos são aqueles que estão ao nosso lado e nos fazem bem a alma. Resta a nós descobrirmos quem são nossos verdadeiros amigos, aqueles que caminham conosco, aqueles que nos emprestam os ombros para chorarmos, aqueles que, mesmo distante, se fazem presentes por pensamento, enfim, amigo é um verdadeiro companheiro. Exemplo de amigo? Nossas mães! Elas nos amam de forma tão incondicional, tão ilimitada, que não há outro adjetivo melhor que dizermos ser ela nossa amiga.

Mas estou falando isso tudo porque estamos na Semana do Amigo, evento realizado pela Radio Catedral, da Arquidiocese do Rio de Janeiro, semana esta iniciada no ultimo domingo, dia 19, com a celebração da Santa Missa presidida pelo nosso Cardeal Dom Orani na Catedral Metropolitana no centro do Rio. O Evento tem como fim comemorar os mais de 20 mil amigos que tem a emissora católica, participando junto a eles, com diversas atividades.

Nesta segunda feira, marcando o segundo dia de atividades, foi rezado o terço da misericórdia na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, na antiga Sé. È uma Igreja histórica, muito linda, não só por ser uma Casa de Deus, mas também do ponto de vista arquitetônico e cultural. A Igreja foi até 1976, Catedral do Rio de Janeiro, antes da construção da atual, localizada na Avenida Chile. Assim, a nossa Rádio Catedral nos brindou com este presente: rezarmos o terço nesta Igreja lindíssima. Mas lindo também foi o momento de oração. A Paróquia estava lotada, todos os bancos ocupados, e mais pessoas também em pé. Às 15:00 horas iniciava-se o Terço da Misericórdia que é transmitido dos estúdios de 2ª a 6ª feira. Com a presença de Marceli Jordão, do Setor Amigos da Rádio e Silvio Junior, locutor da Radio e de todos os pregadores que rezam o terço – Izaias Carneiro, da Comunidade Coração Novo, Pe. Geovane Ferreira, da Paróquia da Sagrada Família, na Nova Holanda, Pe. Gleuson Gomes, da Paróquia Sangue de Cristo no Andaraí e os “jovens” Max e Natália, como se referiu Silvio Jr, da Comunidade Aliança de Misericórdia, na Gâmboa – foi realizada a transmissão do terço sob o comando do DJ Ronald nos equipamentos e de Eduardo Soares na animação. A cada um dos pregadores coube uma dezena do terço.

Muitos irmãos se quebrantaram durante as orações e foram por ela abençoados. Foi uma tarde maravilhosa que deixou a todos “sem palavras”, como disse Marceli no final do programa, que também, infelizmente, transmitiu uma notícia muito triste para todos nós, ouvintes assíduos e “amigos” da Rádio Catedral. A noticia da saída da Marceli. Segundo nossa irmãzinha, já na próxima segunda feira não poderemos mais desfrutar da companhia dela ao nosso lado. Estará indo para outros mares, mas Deus sabe o que é bom para ela e para o seu crescimento espiritual. Certamente a estará levando à outros povos sedentos da Palavra que encontraram nela uma “amiga” aos moldes que é nosso Deus. Por isso, hoje peço aos meus irmãos que dediquemos nossas orações à esta nossa irmãzinha que tanta alegria nos passou quando dos seus encontros com as paróquias, seja rezando o terço ou aparecendo de surpresa para uma visita, mas sempre tendo a radio Catedral, como alvo de sua missão. Aonde for, amada, lembre-se, somos teus irmãos e estaremos sempre contigo em oração. Seja sempre Luz do mundo e Sal da Terra.

Um beijo Marceli, das famílias que tem em você uma “amiga”.

José Augusto, Glece, Gabriela, João e Marcos,
Pe. Wagner Toledo e toda Comunidade da Paróquia Santo Antonio de Pádua,
Izaias, Consagrados e Membros da Comunidade Coração Novo.

A reza do Terço da Misericórdia poderá ser vista nos seguintes links:
1ª Dezena, 2ª Dezena, 3ª Dezena, 4ª Dezena, 5ª Dezena,

Mais fotos poderão ser vistas em Fotos do Evento

A verdadeira Família, para Jesus.

Salve amados de meu Pai, hoje vamos ver a passagem descrita por Mateus: 12, 46-50:

46. Enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele.
47. Alguém lhe disse: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo”.
48. Ele respondeu àquele que lhe falou: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?”
49. E, estendendo a mão para os discípulos, acrescentou: “Eis minha mãe e meus irmãos.
50. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Jesus estava a ensinar às multidões. E o povo o cercava de maneira tal que ninguém conseguia se aproximar dele. Nem sua mãe ou alguém outros de sua família. Mas alguém vendo que estes queriam falar com Jesus, vai dizer-lhe que eles estavam a sua procura. Jesus, então, se vira para o mensageiro e lhe pergunta quem são a sua família e, apontado para a multidão que o seguia e escutava-o disse-lhe que aqueles sim, eram seus familiares, os que faziam a vontade de Deus.

Esta passagem de hoje poderia até nos intrigar um pouco pois Jesus estaria de certa forma não honrando a sua mãe que lhe fora procurar, talvez para saber de sua saúde, se precisava de alguma coisa, essas preocupações de mãe. Mas o fato de naquele momento Jesus não dar atenção aos seus parentes, nos demonstra que Ele sabia separar as coisas, os momentos. Afinal, Jesus era um humano, um judeus nascido de uma mulher, mas também, era filho de Deus, era a caracterização humana de Seu Pai que estava nos céus. Quando estava a pregar, ensinando às multidões, Jesus era Deus. Fora isto, era um menino, que recebia o carinho de seus pais, com quem dividia seus momentos de ternura no lar. A bíblia não nos fala destes momentos, mas sabemos que Jesus levou um bom tempo até começar a realizar suas Obras. Desde pequeno, como todo menino judeu, foi catequizado, tomou conhecimento das Leis, observou a forma como os homens agiam e, como todo bom filho aprendia a profissão de seu “pai” terreno, José, o carpinteiro.

O que Cristo quer nos demonstrar nesta passagem não é outra coisa senão sabermos separar as coisas. Temos ouvido há bastante tempo o evangelho nos chamar a sermos mensageiros do Reino, a sermos evangelizadores, a seguir o caminho deste a quem chamamos Irmão. E se realmente vamos “seguir” a Cristo, devemos nos desprender de determinadas coisas, tomar novos rumos, buscar outras áreas, deixar pai e mãe e até mesmo, deixar que os mortos enterrem seus mortos, resposta que recebeu um discípulo ao pedir a Jesus que deixasse ir enterrar seu pai.

Todos somos chamados de certa forma a seguir a Cristo, mas segui-lo é antes de tudo uma vocação. Vocacionado não quer dizer que a pessoa deva ser um sacerdote legitimado. Como disse, “todos” somos chamados a seguir o Caminho, a Verdade e a Vida. Somos chamados a levar este Jesus que em nós habita a todos os povos. E isto vale para todos nós que somos Cristão e discípulos de Jesus. Homens, mulheres, crianças, todos somos, de certa forma, também evangelizadores. E, em nossa atividade evangelizadora, devemos nos ater tão somente a Palavra. Qualquer outra coisa que venha tentar nos desviar do caminho, deve ser de imediato afastada de nossas mentes e de nossa visão. Imaginem Jesus deixando de ensinar para escutar sua mãe lhe perguntar se já havia almoçado àquela hora, ou se estava a sentir frio, pois saíra de casa sem um casaco?

Há um tempo para tudo, um tempo para brincarmos, um tempo para estudarmos, um tempo para nosso lazer, enfim, para tudo há um tempo. Inclusive para as coisas do Reino, para o anúncio da Palavra.

Pensemos nisto.

Na paz de Jesus e no Amor de Maria,

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Feliz dia do AMIGO


Salve amados,

Hoje não consegui postar, ainda, minha reflexão sobre a Palavra proposta para a liturgia diária.
Mas a intenção deste post é para uma coisa também muito séria. Pelo menos para mim. Hoje, 20 de julho, é dia do AMIGO, é dia de parabenizar aqueles que se dispuseram a ser meus, serem nossos amigos.

AMIZADE é uma coisa muito séria. E a seriedade desta palavrinha quem nos passou, quem nos ensinou, foi Jesus, quando voltando-se a seus discípulos, chamou-os de AMIGOS. Na Biblia ainda encontramos outra frase de um significado grandioso: "Há AMIGOS mais chegados que irmãos".

Amigo, meu querido, não se ganha, se conquista. Espero que a minha amizade possa ser tão maravilhosa como é a de vocês para mim. E eu devo ter lhe conquistado de alguma maneira. Quero aqui fazer um "mea culpa". Perdoe-me se alguma vez agi com indiferença, não pude lhe dar atenção, ou numa hora de sufoco, não pude lhe emprestar meu ombro, emfim, me perdoa se não pude retribuir a altura, o seu carinho e sua compreensão para comigo. Não que isto seja uma desculpa, mas é que em algumas horas estamos tão atribulados que não nos apercebemos que alguém clama nossa presença, precisa de nós. Mas pode ter a certeza. Você estará sempre no meu coração e sendo lembrado em minhas orações.

Hoje eu gostaria de estar presente ao seu lado para poder te dar um abraço, tomar um café, colocar a conversa em dia, saber de você, da sua familia, emfim, fazer tudo o que um amigo pode estar fazendo pelos amigos. Mas infelismente, como só quem pode estar onipresente é Deus, eu não poderei estar pertinho de você, mas creia, hoje especialmentem, você está sendo lembrado.

Um F E L I Z D I A D O A M I G O, é o que desejo a todos você neste dia. Que Deus lhe abençoe, não só a ti, mas a todos os seus amigos, todos os que lhe rodeiam e te tornam uma pessoa feliz. Ah, e se você estiver próximo a uma dessas pessoas hoje, abraçe-a e lhe transmita o calor de uma amizade.

Na paz e no amor do nosso maior AMIGO, Jesus Cristo.

domingo, 19 de julho de 2009

Rádio Catedral - Semana do Amigo


Salve amados de Deus, coisas ricas de meu Pai, meus amigos.

Esta semana que vai do dia 19 a 25 de julho, a nossa Igreja do Rio de Janeiro está em festa. A Radio Catedral promove a Semana do Amigo.

Esta é a 3ª edição deste evento que já faz parte do calendário da Arquidiocese do Rio de Janeiro, denominado Semana do Amigo, que visa celebrar o grande número de ouvintes e que, junto a alguns propagandistas, são mantenedores da nossa Rádio católica no Rio de Janeiro. Hoje, são mais de 27 mil ouvintes que contribuem todo mês, seja por boleto bancário, débito automático ou através de representante paroquial. E este número tende crescer a cada dia, segundo estimativas do pessoal da radio que em certas programações chega a atingir um público de mais de 50.000 rádios ligados do dial 106,7 kz, sem falar no pessoal que sintoniza a radio pela internet, não só no Brasil, mas também no exterior.

E para festejar esse mundão de amigos, a Radio Catedral preparou para este ano, alguns eventos não só para o povo da arquidiocese do Rio de Janeiro, mas também de outras dioceses como de Duque de Caxias e de Niterói.

Na manhã deste domingo, dia 19 de julho, teve início da programação, onde mais de 2.000 pessoas assistiram as atividades realizadas na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro. Às 9:00 houve a encenação do auto de São Paulo, contando-nos um pouco mais sobre a vida deste “Apóstolo de Cristo”. A história, dirigida por Bill Sala, foi escrita pelo Professor Carlos Alberto Serpa, Presidente da Associação cultural da Arquidiocese do RJ e apresentada pelo Grupo Teatral “Renovarte”, da Paróquia Nossa Senhora de Bonsucesso de Inhaúma.



Após a apresentação teatral, Dom Orani João Tempesta presidiu a Santa Missa em ação de graças pelos Amigos, concelebrada pelos Monsenhores Aroldo da Silva Ribeiro, Diretor Geral da Rádio Catedral e também pároco da Catedral Metropolitana e Vital Francisco Brandão Cavalcanti, da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, na Glória, auxiliados pelo Pe. Marcos Willian, Vigário Episcopal para a Comunicação Social. A celebração foi animada pelo Ministério de Musica Haguideni, da Paróquia de Bom Jesus da Penha e pelo Coral da Arquidiocese, e comentada pelo radialista Ricardo Franco da Radio Catedral.

Em sua homilia, Dom Orani, observando o evangelho de hoje, em que Jesus vê uma multidão cansada e sedenta de um guia, como um rebanho sem Pastor, e se coloca a falar, a evangelizar este Povo, destaca a importância dos meios de comunicação da Arquidiocese do RJ, como a Radio Catedral, o Jornal Testemunho de Fé e Portal da Arquidiocese como instrumentos de evangelização dos povos mais distantes, num mundo em que a comunicação se preocupa em emitir mentiras, depravação, etc... “Somos todos ovelhas... mas .... somos também pastores”, seja dentro de nossas casas, em círculos bíblicos, em reuniões, aonde for. De certa forma, mantemos influencia sobre algumas pessoas e aonde quer que estejamos, como discípulos do Senhor, temos de levar a Sua Palavra. Muitos hoje necessitam de amigos evangelizados que evangelizem. E aqueles que colaboram para que os ensinamentos passados pela Radio Catedral aconteçam, também estão cumprindo o seu papel evangelizador e contribuindo para um mundo mais justo e melhor.

Ao final da celebração, Dom Orani Tempesta, entregou a alguns ilustres amigos da Rádio, lembranças como reconhecimento e gratidão pelas suas ajudas. A surpresa deste momento se deu pela entrega pela equipe da Rádio ao nosso Arcebispo de um quadro com a estampa da Divina Misericórdia, em reconhecimento pelo apoio que tem dado ao serviço prestado pela emissora, demonstrando ser também um grande amigo da rádio. Após a benção final, Dom Orani, nosso Pastor, sempre simpático, cumprimentou e abençoou aos presentes que se colocaram no caminho até a sacristia à espera de uma benção do nosso Arcebispo.

Toda a Rádio Catedral, se fez presente, com exceção do radialista Silvio Jr e alguns técnicos e funcionários cujos préstimos para colocar a estação no ar se faziam necessários. Mas eles não foram esquecidos nesta celebração pelos que estiverem presentes como a Marceli Jordão, Ricardo Franco, Robson Monteiro, Renata, Aldo Marques e apresentadores dos diversos programas como Sueli Vasconcelos, Soraia Moreno e a equipe de Jovens da Comunidade Aliança de Misericórdia, que rezam o terço às 6ªs feiras. Estiveram presentes também, o jovem Rodrigo do Vicariato Suburbano, o musico Eduardo Soares, que está sempre com a rádio catedral acompanhando a caravana do terço da divina providencia, o Vereador Marcio Pacheco, Secretário Municipal da Pessoa Portadora de Deficiência e o Deputado Federal, Hugo Leal, tendo sido destacados na celebração como braços a serviço da igreja no cenário político nacional.

Enfim, foi uma linda celebração, marcando a abertura da Semana do Amigo 2009. Durante toda esta semana, a Radio Catedral estará rezando o terço, sempre às 15 horas, ao vivo, em uma igreja próximo a você. Acompanhe a programação e participe.

Segunda Feira: Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé – Centro
Terça Feira: Paróquia Nossa Senhora da Aparecida – Piabetá – Petrópolis
Quarta Feira: Catedral de Santo Antonio – Centro – Duque de Caxias
Quinta Feira: Paróquia de São Judas Tadeu – Icaraí – Niterói
Sexta Feira: Paróquia de São Francisco de Assis – Comendador Soares – Nova Iguaçu.


Você ainda não é um amigo evangelizador da Radio Catedral? O que está esperando?
Faça parte desta família cristã que precisa, e muito, da sua ajuda.

Ligue Amigos da Rádio: 21 3231-3593 ou acesse mailto:amigos@radiocatedral.org.br

Mais fotos deste dia porá ser visto em Fotos Missa Semana do Amigo

A homilia deste domingo pode ser vista em 1ª parte e 2ª parte

O Áudio está disponível em Áudio MP3





Na Paz de Cristo e no Amor de Maria...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O Sábado Judaico

Salve meus amados, o evangelho de hoje encontramos em Mateus 12: 1-8.

1. Naquele tempo, num dia de sábado, Jesus passou pelas plantações de trigo. Seus discípulos estavam com fome e começaram a arrancar espigas para comer.
2. Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos fazem o que não é permitido fazer em dia de sábado!”
3. Jesus respondeu: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele teve fome e seus companheiros também?
4. Ele entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda, que nem a ele, nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes?
5. Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no templo, os sacerdotes violam o sábado e não são culpados?
6. Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o templo.
7. Se tivésseis chegado a compreender o que significa, ‘Misericórdia eu quero, não sacrifícios’, não condenaríeis inocentes.
8. De fato, o Filho do Homem é Senhor do sábado”.

Esta passagem das Escrituras nos mostra um pouco os costumes dos judeus de Israel, costume este que perdura até os dias atuais: guardar o sábado, o último dia da semana. De certa forma, quando a Bíblia nos diz que Deus descansou neste último dia da criação do mundo, quer nos revelar que também o devemos fazer e dedicar este santo dia a adoração ao Senhor. Mas é em Levítico 25 que iremos encontrar o mandamento de Deus para a guarda do sábado:

1 Falou mais o SENHOR a Moisés no monte Sinai, dizendo:

2 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra, que eu vos dou, então a terra descansará um sábado ao SENHOR.



Assim, aos judeus não era lícito fazer nada neste dia. Era dia sagrado. Nem a caminhar era permitido. Ir de cidade em cidade, somente após o Sábado. Só para termos uma idéia de como isto era concebido pelo Judeus, encontrei na internet, em http://www.palavraprudente.com.br/estudos/robert_j/costumehebraico/cap06.html, o seguinte texto:

Um sacerdote, ficando na torre do tempo tocou a trombeta como o sinal de cessar o trabalho e começar o Sábado descanso.

Nas outras cidades, um judeu no teto da sinagoga tocou sua trombeta seis vezes!

A Primeira vez: para os obreiros no campo ao redor de cessar os trabalhos.

A Segunda vez: as lojas na cidade fecharam-se.

A Terceira vez: avisou as senhoras da casa para tirar as panelas dos fogões e ! embrulha-las para preservar a comida quente, e para acender as velas no Sábado.

Depois veio um intervalo e a trombeta foi tocada três vezes em sucessão, rapidamente que significava o começo do Sábado. Não era lícito para o trombeteiro levar a sua trombeta em baixo. Havia de deixá-lo no teto até a cessão do Sábado.

E Jesus vai ser interpelado neste Sábado pelos fariseus que acompanhavam a Sua comitiva de seguidores à respeito da caminhada e da colheita do milho para comerem. Aliás, Jesus já tinha sido interpelado anteriormente a esse respeito quando curava os doentes, também num sábado. Mas esse Jesus, oh, Judeu teimoso. Será que tinha sempre que desobedecer as Leis que Deus havia dado a Moisés, a Abraão?

Mas Jesus vai dizer a estes fariseus, que se arvoravam em judeus autênticos, seguidores fiéis das leis, que Ele era a Lei. Como Filho de Deus, Senhor do Tempo, era também o Senhor do Sábado. A Ele convinha dizer o que era ou não cabível. E o mero sacrifício à Deus não era o que Jesus queria. O povo tinha fome. E morreria de fome por que era sábado? O povo estava doente. E morreria por suas moléstias porque era sábado? Que Deus é este que não tem misericórdia daqueles que sofrem e só porque é sábado quer ver o sacrifício dos seus fiéis? Dos seus súditos? E isto Jesus vai falar mais uma vez aos pobres fariseus: “Se tivésseis chegado a compreender o que significa, ‘Misericórdia eu quero, não sacrifícios’, não condenaríeis inocentes

Mas o que Jesus realmente quer nos dizer com esta passagem? Estaria Ele respaldando nossas atitudes contrárias à Lei quando cometemos as falhas? Talvez esteja ele dizendo-nos que por necessidade podemos então ser contrário aos mandamentos, de forma que o pecado cometido alicerçado em uma necessidade não seria assim condenável.

Não meus queridos irmãos. Jesus aqui quer nos dizer novamente para não sermos hipócritas como os fariseus e que o sacrifício apenas por questão de mandamento, ordenamento, não seriam aproveitáveis a Deus. De fato, o que nos aproveita uma ação pelo simples fato que temos de fazê-la. Tudo o que fazemos, devemos executar por amor a Deus, devemos ter a sinceridade em nossos atos. Lembrem-se daquela mulher no templo que só tinha duas moedas e ofertou-as no templo. Diante de diversos homens, alguns de posse, foi a oferta que mais agradou ao Senhor. E porque? Porque foi de coração. Não é a quantidade que nos importa, mas a qualidade de nossa devoção. De que nos adianta a glória terrena, o reconhecimento dos homens em nossas atitudes. De que adianta as boas ações se quando a concretizamos procuramos receber aplausos dos homens?

“Hoje eu fiz o bem. Distribui uma cesta de pães, sopa e roupas, para aqueles pobres necessitados. Como sou uma pessoa boa, seguidora dos ensinamentos de Cristo.” Mentira! Você nada mais é do que um falso fariseu, que se diz seguidor de Jesus, mas na realidade quer o reconhecimento daqueles que são iguais a você. “Nossa, como fulano é generoso, como ele é bondoso com as pessoas que lhe pedem ajuda.” “Salve, fulano, você é o maior”. È isto que você quer? A saudação daqueles que lhes são iguais?

É isso que Jesus vem nos dizer. Que sejamos sinceros em nossas obrigações, em nossas ações para com o próximo. Guardemos o sábado, sim, para uma adoração ao Senhor, para dedicarmos somente a Ele. Mas que nos dediquemos de coração, de fé, de paixão. Que demos nosso melhor a Deus. O reconhecimento dele é o que deve nos importar. Você é especial para Deus e por isso Ele sempre sonda seu coração. Te conhece, e muito bem.

Na paz de Cristo e no amor de Maria.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

"Quem aqui ama a RCC?"

"Quem aqui tem compromisso com a RCC no Brasil?"

Assim os irmãos Lázaro Praxedes e Ironi Spuldaro iniciaram a chamada para a campanha nacional “Eu Amo a RCC” onde visa a angariar fundos para a manutenção da RCC, entre os mais de 28.000 grupos de oração em todo o Brasil. E os carnês começaram a ser distribuidos. Para se tornar assinante e ajudar a manter esses projetos de evangelização, basta entrar em contato através do telefone (53) 3227.0710 ou do e-mail rccbrasil@rccbrasil.org.br.

A primeira das missões

Salve, amados de meu Pai

Hoje veremos o Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus:10,16-23.

16. “Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas.
17. Cuidado com as pessoas, pois vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas.
18. Por minha causa, sereis levados diante de governadores e reis, de modo que dareis testemunho diante deles e diante dos pagãos.
19. Quando vos entregarem, não vos preocupeis em como ou o que falar. Naquele momento vos será dado o que falar,
20. pois não sereis vós que falareis, mas o Espírito do vosso Pai falará em vós.
21. O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais e os matarão.
22. Sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.
23. Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem.


Amados de meu Pai, a Palavra de hoje é segmento da passagem em que Jesus vai enviar seus discípulos, agora apóstolos, em suas primeira missão. Mateus está a nos contar durante toda essa semana, praticamente, as recomendações que Deus fez aos discípulos. Hoje O vemos alertar sobre o povo que seria encontrado. Os discípulos seriam as ovelhas enviadas aos lobos. Interessante essa comparação feita por Jesus pois temos aqui dois animais inimigos naturais. A ovelha é alimento para os lobos. Enquanto um é manso, pacifico, se alimenta da grama, o outro é feroz, voraz, carnívoro. Enquanto um é ingênuo pela própria natureza, o outro é sagaz, espreita sua presa sem que essa se aperceba. Enquanto, como ovelhas, só nos sentimos seguros nos braços de nosso Pastor, o lobo tem sua segurança no mundo, no seu habitat e, por andar em bando, sempre conseguem seu intento alimentar.

Jesus hoje vem nos alertar à respeito dos corações que encontraremos em nossos caminhos e diz mais: que em nossa jornada estaremos sujeitos a passar por tudo o que Ele passaria. Digo passaria pois a Sua hora naquele momento ainda não havia chegado, sua Paixão ainda não havia se realizado. Então, até para os discípulos imaginarem a que de concreto Jesus se referia, por exemplo, quando lhes diz que eles, os discípulos, seriam açoitados nas sinagogas por causa D´Ele, era meio superficial. Hoje mesmo, para muitos de nós, mesmo vendo as cenas através dos filmes, fica difícil imaginar o quanto realmente Jesus sofreu até sua chegada na Cruz. O que Ele realmente passou e sofreu para nós é difícil imaginar. Mas sim, o sofrimento D´Ele foi grande. E tudo isso por nós. E Ele vai alertar que nós, que nos propusemos a segui-lo, passaremos também por tudo aquilo.

Seremos odiados até por nossos familiares, por nossos iguais, e fatalmente também jogados nas mãos dos poderosos que se vangloriarão pensando que irão calar a Voz de Deus. Fica difícil imaginar que seremos rechaçados por nossos pais ou nossos filhos e irmãos, mas de certo, muitas das vezes o ataque sempre virá daqueles que nos são próximos, daqueles que um dia chegaram, inclusive, perante a Ele e juraram nos defender. Aqueles lobos sagazes que, travestidos de ovelhas, se chegam próximo de nós para nos atacar e devorar. Quantas vezes, nos dias de hoje, quando vamos falar de Jesus a alguém, mesmo àqueles que alegam já conhecê-lo, não encontramos uma cara feia, uma porta fechada, uma resposta ríspida. E será assim. Já é assim para muitos.

Seremos odiados ao levar a Palavra. Ao falarmos de Jesus. Até mesmo ao simples saudar de Paz. Seremos perseguidos pelos lobos aos quais o Senhor nos envia. Mas Jesus vai nos dizer que não devemos desanimar diante disto tudo, pois Ele estará sempre ao nosso lado. Ele caminhará conosco. O Espírito do Pai estará conosco. Ele será a nossa voz, Ele será o nosso testemunho, Ele guiará nossos atos. O Espírito Santo de Deus nos fará vitoriosos perante os inimigos de Deus. O que teremos de fazer é somente obedecer e confiar. Parece fácil, mas é tão difícil isto para nós, pobres servos do Senhor: obedecer e crer. Mas é assim que deveremos agir se realmente queremos ser discípulos de Jesus.

Ontem estava reunido em comunidade e na celebração da Palavra, comentávamos à respeito da nossa caminhada evangelizadora. E falávamos sobre a timidez, o medo, a vergonha que as vezes temos quando vamos anunciar a Jesus. E esta prática nos leva a imperfeição onde, ao invés de falarmos de Jesus, nos retraímos, nos fechamos, nos acomodamos, de forma até não mais anunciar a Boa Nova. “Pra que?” muitas vezes perguntamos. “Se ninguém quer escutar, batem a porta, mandam voltar outro dia, ou ainda, menosprezam e proferem chacotas, ironias e xingamentos?”. Isso certamente nos leva ao desânimo, mas Jesus vêm hoje nos dizer para não desanimarmos jamais. Cristão autêntico não deve desanimar, se deixar levar pelas circunstâncias, pelos medos pelos lobos. Deve ter cuidado, agir com cautela. E não ser valente. Se a ameaça for grande, deve partir, deve procurar outros lugares. Lembremos que José e Maria passaram com o menino Jesus por situação igual. Não retornaram a sua cidade enquanto as portas não “estiveram abertas” para seus retornos, com Jesus são e salvo.

Para terminar, meus queridos irmãos, gostaria de partilhar com vocês que hoje é sexta feira, dia 10 de julho do ano de 2009. Há dois anos atrás eu começa a viver uma nova fase da minha vida. Deus me resgatava, me puxava pelas mãos de dentro do mar em que estava me afogando. Deus começa a responder minhas súplicas. Quero dizer, certamente Ele já me falava há muito, mas somente neste dia é que eu “o ouvi”. Somente a partir deste dia é que eu abri meu coração e pude escutar o Senhor. E, ao escutá-lo pude iniciar minha jornada. Desde então me pus a anunciar a esse Jesus misericordioso, amoroso. E tudo isto que Ele hoje veio nos falar, eu vi acontecer. Os meus próximos se afastaram, riram, fizeram chacotas quando comecei a falar-lhes deste Meu Senhor, quando tentava lhes falar de tudo o que Ele havia me livrado, dos vícios, das pessoas más, dos problemas que outrora havia conseguido. Mas isto não me fez desanimar. Ao revés, me deu mais força, pois tinha a certeza que estava indo pelo caminho certo. Era por aí mesmo que eu deveria começar. E por não ter desanimado, a cada dia que tem-se passado, eu vejo as maravilhas infinitas de Deus, vejo o que Ele faz em minha vida. E olha que não foram poucas as coisas, não. São tantas bênçãos que tenho recebido que não tenho como agradecer a Ele, pois mal começo a louvar e já me vem outra graça. São chuvas de bênçãos que vem sobre mim e minha família. Esse meu Deus é maravilhoso. Obrigado Senhor, pela minha mãe que, com a Sua ajuda, me criou, cuidou de mim em todos os momentos, sacrificou-se muitas vezes em meu benefício, verdadeiramente se doou durante toda essa sua vida, uma verdadeira cristã, Sua seguidora; obrigado Senhor pela minha esposa, amor de juventude, do início da vida, a quem nunca deixei de me lembrar, que me ensina todos os dias os valores da vida matrimonial cristã, esposa valorosa, paciente, amorosa, que somente Deus poderia ter colocado em meu caminho afinal, Ele é maravilhoso; obrigado Senhor, pelos meus filhos que Tu me destes, que assim como para minha mãe fui uma benção na vida dela, que “minhas bênçãos” me sejam valorosas, me sejam caras, por todo o sempre, que eu possa educá-los na fé, nos mandamentos cristãos, obrigado, Senhor, enfim, por todos meus amigos, cristãos e não cristãos, mas que me respeitam como sou e pelo que penso, que me apóiam e que não me rejeitam, por todos que me cercam, ainda que virtualmente como as amizades alcançadas pela internet. Obrigado Senhor por tudo e tudo o que me faz, tudo e tudo o que me dás. Tu és o Senhor do Tempo. Tu sabes a hora, o momento de nos segurar nos braços. Eu te louvo, meu Pai. Eu reaprendi a Te amar. Reaprendi a amar meus irmãos. Estou reaprendendo a viver a vida que Tu me deu, neste tempo o qual estarei eternamente “Buscando a Cristo”. Como diria a cantora Adriana, dando voz a uma bela canção dos irmãos Adelso e Adilson Freire:

Desde o ventre da minha mãe,
Já me conhecia
Antes que eu nascesse
Jesus me escolheu

Hoje a minha vida
É para o seu louvor
Sigo anunciando o seu eterno amor

Aonde mandar eu irei
Seu amor eu não posso ocultar
Quero anunciar para o mundo ouvir
Que Jesus é o nosso Salvador.(2x)

Grato eu estou Senhor
Porque me confiaste
A missão de proclamar o seu eterno amor

Mesmo sendo tão pequeno
Me deste autoridade
De em seu nome anunciar
A paz e a liberdade

Aonde mandar eu irei
Seu amor eu não posso ocultar
Quero anunciar para o mundo ouvir
Que Jesus é o nosso Salvador. (2x)


Por tudo isso, meus irmãos, hoje lhes falo com toda propriedade. Tentemos ser verdadeiros seguidores de Jesus. Tentemos ser discípulos. Mas sejamos sempre prudentes e veremos a Glória de Deus. A nossa vitória está no nome do Senhor, que fez o céu e a terra.

Na Paz de Cristo e no Amor de Maria.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Partindo em Missão...

Salve amados, a paz.

A Palavra de hoje está centrada em Mateus 10: 7-15.

7. No vosso caminho, proclamai: ‘O Reino dos Céus está próximo’.
8. Curai doentes, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expulsai demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!
9. Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro à cintura;
10. nem sacola para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão, pois o trabalhador tem direito a seu sustento.
11. Em qualquer cidade ou povoado em que entrardes, procurai saber quem ali é digno e permanecei com ele até a vossa partida.
12. Ao entrardes na casa, saudai-a:
13. se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz.
14. Se alguém não vos receber, nem escutar vossas palavras, saí daquela casa ou daquela cidade e sacudi a poeira dos vossos pés.
15. Em verdade, vos digo: no dia do juízo, a terra de Sodoma e Gomorra receberá uma sentença menos dura do que aquela cidade.


A passagem em que vamos refletir no dia de hoje é um segmento da proposta para o dia de ontem, quando Jesus chama os discípulos, seus “alunos”, aprendizes, e escolhe dentre eles os seus 12 apóstolos, aqueles que vão sair em missão à evangelizar, curar os doentes e expulsar os demônios. E Jesus vai dizer-lhes como o farão, como cumprirão esta tarefa. Isto nós começamos a ver a partir do versículo 5, onde Ele vai dizer aos enviados para não irem pelo mesmo caminhos dos gentios nem entrar em cidades dos samaritanos (por considerá-los pagãos). Mas manda começar pelos judeus não convertidos, incrédulos, as ovelhas perdidas da casa de Israel. Na sua caminhada, os apóstolos devem anunciar a chegada do reino, anunciar a Boa Nova, tudo o que aprenderam, deveriam repassar. Jesus lhes disse também que nada levassem consigo, pois tal como o povo de Deus no deserto, o sustento deles seria providenciado no tempo. Nas cidades que entrassem, procurassem conhecer a todos e chamassem a ficar ao seu lado até que fossem dali embora, saudasse sempre quando chegassem ao lar de um irmão e, se fossem bem recebidos que deixasse com eles a paz, caso contrário, se retirassem, ou da casa ou da cidade e sacudissem a poeira dos pés. E dizendo isto, ainda alertava aos 12 que Sodoma e Gomorra, receberiam uma sentença menos dura do que a cidade que não tivesse recebido e escutado a seus enviados.

Amados, a Leitura Sagrada de hoje nos mostra que, em pares, como Marcos vai dizer, Jesus mandou, seus discípulos, agora denominados Apóstolos, em missão evangelizadora e diz-lhes como deverão agir. Hoje meus queridos, somos chamados a ser apóstolos, somos chamados ao exercício da evangelização. Poderiam alguns se assustar com estas palavras pois quem somos nós para que venhamos achar que somos parecidos com “apóstolos”, quanto mais nos designarmos assim. Mais eu diria uma coisa a vocês. Apóstolo também é um discípulo, só que ele tem algo a mais. Ele tem o envio. Jesus mesmo já dizia que muitos seriam chamados “mas poucos são os escolhidos” (Mateus 22: 14). Discípulo á aluno, é aquele que vai ficar aos pés do Senhor aprendendo o “ofício”. Ora, então o “apóstolo” é o outrora aluno e agora um graduado? outro mestre? E mais uma vez direi não. Não o é. E a prova disto está nas Escrituras. Este primeiro envio foi para eles uma nova etapa do discipulado, dos seus aprendizados. Vemos que durante toda as suas jornadas, os apóstolos ainda vacilaram muito, inclusive na fé deles, como vemos Pedro negando a Cristo, Tomé não crendo na ressurreição, etc.

Esta é a diferença do discípulo para o apóstolo. O envio. Lógico, o caminho entre o discipulado e o apostolado é grande, e Jesus sabia disto. Mas nos prova o Mestre que à perfeição só se chega através da prática. Achando que aqueles homens já estavam razoavelmente amadurecidos na fé, Jesus lhes enviou em missão, afinal já vimos que ficou compadecido da grande multidão doente e sedenta por Deus. Quando digo que hoje somos chamados ao serviço apostólico, não digo que estamos preparados, mas que precisamos sair em missão. Devemos obedecer ao nosso chamado e nos colocar a caminho, mas nunca, descuidar do nosso discipulado, o que seremos eternamente. Todos os dias, temos algo a aprender, mais até mesmo que ensinar, em nosso caminho. Que fique claro, contudo, que não devemos sair por aí nos denominando “apóstolos”. Lembremo-nos que estamos saindo em missão dentre “judeus”, “fariseus”, “gentios” e toda sorte de gente. Como nos diz Paulo, tudo podemos, mas nem tudo nos é lícito. Se podemos escandalizar alguém, melhor será que não venhamos a tomar determinadas atitudes. Afinal, a quem importa se somos João ou Joaquim? Se somos cordeiros ou ovelhas? Bezerros ou bois? Deus é quem nos conhece e a Ele importa quem somos.

Outro fato interessante é quando Jesus nos manda primeiro evangelizar dentro de casa, a começar “pelos judeus desviados“. Já repararam como a maioria dos Cristãos estão sempre querendo começar primeiro pelas “Samarias”? Só que Jesus nos fala que precisamos começar a evangelizar pela nossa “Jerusalém”. E isto é real. Embora às vezes digamos que não precisamos evangelizar “dentro de nossas casas”, muitas das vezes vemos que esta afirmação acaba sendo incorreta. Muitas das vezes podemos até dizer que conhecemos a Jesus. Mas infelizmente nem sempre temos com Ele a necessária intimidade. Nossa condição de povo pecador sempre existiu, sempre esteve presente em nós. Mas precisamos nos libertar disso. Precisamos sempre buscar um coração puro, uma nova vida em Cristo. E a isto Jesus nos alerta e manda-nos chamar também os nossos a caminharmos juntos. Lembremos que o envio foi aos pares, para quando um vacilasse, o outro estivesse firme, para quando um caísse, o outro o levantasse. Jesus é consciente das nossas limitações. E sabe o quanto em nossa jornada vacilamos. Ele mesmo vai dizer isto quando nos manda não desanimar se não formos bem recebidos ou não nos quiserem escutar Suas palavras. “Sacuda a poeira dos pés” vai significar “não desanime”, “siga adiante”, “continue sua jornada”. Sempre dois a dois. E esta matemática também deve prevalecer nos dias atuais. Um deverá ser sempre o esteio do outro a fim de que a missão seja bem sucedida.

Por hoje meus queridos irmãos, ficaremos por aqui. Daqui a pouco iniciá-se a primeira pregação do congresso anual da RCC e eu não quero perdê-la. Que reunamos em nossos corações tudo o que aprendemos como nosso Mestre Jesus. Ele nos manda hoje em missão e a isto não podemos recusar. Ele já nos chamou, subimos na barca e já provamos que nossa fé às vezes é inconstante, que as vezes nos afogamos, mas mesmo assim Ele nos manda hoje em missão. È hora de levarmos aos outros os Ensinamentos, a Palavra amiga, o conforto dos cansados, o alívio aos oprimidos. É hora de expulsarmos os demônios que prendem os povos, libertá-los para uma nova vida. E que Deus nos acompanhe nesta jornada.

Na Paz de Cristo e no Amor de Maria.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

XXVIII Congresso Anual RCC: Jesus Cristo é o Senhor

Salve amados,

Terminou agora a pouco a santa missa que encerra este dia... A Missa foi presidida por Dom Alberto Taveira, Arcebispo de Palmas/TO e Diretor Espiritual da RCC no Brasil, e co-celebrada por diversos padres presentes ao Congresso.

Em sua homilia, Dom Alberto Taveira Corrêa ressaltou que é preciso que reconheçamos os dons que Deus nos dá e aque não fiquemos nunca a desejar o que foi dado ao irmão, pois Ele irá nos cobrar o que fizermos com nossos "talentos". Devemos ter em mente que temos uma riqueza muito maior que qualquer tesouro da terra, pois todos temos dons que devemos partilhar com o mundo. "Temos que ter coragem e ousadia para sermos fontes para saciar a sede daqueles que buscam saciar-se, e não podemos ser água parada".

Veja mais no site da Canção Nova

XXVIII Congresso Anual RCC: Jesus Cristo é o Senhor

Salve amados,

hoje ainda não pudemos aparecer por aqui... é que está acontecendo o XXVIII congresso anual da RCC e tenho procurado acompanhar pela TV ou pela NET...

A propósito, estarei por aqui divulgando os acontecidos...

neste dia 8 de julho, às 9:00 hs, a palestra ficou por conta de Vicente Gomes Machado, coordenador da Diocese de Goiânia. Sob o tema "Novo Pentencostes na RCC", Vicente disse que a ordem de Deus é esta: leve o batismo a todo povo, nossos grupos de oração precisam ser barulhos santos, um lugar onde a Palavra é pregada e as pessoas são batizadas e tenham sua vidas transformadas por Jesus. Por isso, precisamos atualizar o Pentecostes em cada reunião.

maiores detalhes desta pregação você poderá assistir aqui

terça-feira, 7 de julho de 2009

RCC em comunhão com a Igreja

Salve amados,

acabei de receber uma noticia que gostaria de partilhar com vocês. Trata-se de uma mensagem enviada pelo Papa Bento XVI ao movimento carismático católico da Italia. A reportagem foi publicada na Revista ZENIT e a seguir, a publico para ciência dos irmãos.

Papa a carismáticos: renovada adesão a Cristo

Mensagem aos membros da Renovação Carismática Italiana

RÍMINI, segunda-feira, 4 de maio de 2009 (ZENIT.org).- O Papa fez chegar à Renovação Carismática um telegrama no qual deseja para este movimento eclesial «uma abundante efusão dos frutos do Paráclito», durante a reunião nacional realizada em Rímini (Itália) neste final de semana.
Trata-se do 32º encontro nacional da Renovação Carismática na Itália, do qual participaram 20 mil membros, presididos pelo responsável deste movimento, Salvatore Martinez, e nele estiveram, entre outros, o presidente da Conferência Episcopal Italiana, cardeal Angelo Bagnasco.
Em seu telegrama, assinado pelo cardeal Tarcisio Bertone, o Papa deseja à Renovação Carismática que este encontro «suscite uma renovada adesão a Cristo crucificado e Ressuscitado, uma profunda comunhão fraterna e um alegre testemunho evangélico».
O encontro, que durou três dias, tinha como slogan «Ide e proclamai ao povo estas palavras de vida», e quer supor, em palavras de seu responsável, Salvatore Martínez, durante a intervenção conclusiva, «um renovado convite à evangelização».
«Estamos dispostos a oferecer nosso serviço a Deus – afirmou Martinez; somos um povo que encontrou novo vigor no anúncio do Evangelho, em um mundo que precisa de uma verdadeira renovação espiritual.»
«Temos o dever de renovar-nos sempre – acrescentou. A Igreja está em movimento, a Renovação é um movimento e todos somos o movimento do Espírito na história. Devemos estar ‘a favor do vento’, porque quem vai contra o sopro vital do Espírito Santo é insensato.»
A Convocatória foi inaugurada pelo cardeal Bagnasco, que pediu à Renovação Carismática que continue sendo fermento e luz na construção da história e da sociedade». Também esteve presente o cardeal Claudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero, que presidiu a Eucaristia conclusiva.

Vocação Cristã

Salve, amados de Deus.

A palavra de hoje encontramos no Evangelho de Mateus: 9: 32-38.

32. Enquanto os cegos estavam saindo, as pessoas trouxeram a Jesus um possesso mudo.
33. Expulso o demônio, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: “Nunca se viu coisa igual em Israel”.
34. Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”.
35. Jesus começou a percorrer todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, proclamando a Boa Nova do Reino e curando todo tipo de doença e de enfermidade.
36. Ao ver as multidões, Jesus encheu-se de compaixão por elas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse aos discípulos:
37. “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos.
38. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita!”


Hoje a passagem nos relata mais um episódio de sucessivos milagres feitos por Jesus.

Depois que Ele ressuscita a filha do Chefe da sinagoga de sua cidade e cura uma mulher há anos adoentada de sangramento – tudo de acordo com a fé que eles tinham e a depositavam no Enviado – Jesus retorna a sua casa e o povo, como sempre, atrás dele. Nisto levam-lhe dois outros cegos que também são curados mediante a fé deles. Mas aquele dia ainda não parava por aí. EM seguida, conforme relata Mateus, levaram até Jesus um mudo, possesso que, após a expulsão do demônio que habitava seu espírito, soltou a fala. O povo que a tudo assistia, ficava maravilhado com os milagres saídos de Jesus. Mas os fariseus – ah, sempre esses fariseus, povo arrogante, rude e hipócrita – diziam que Ele fazia milagres não em nome de Deus mas do maligno, pois seria Jesus filho do chefe deles. Mas Jesus não dá confiança a estes pobres coitados e continua sua jornada, indo de cidade em cidade, povoado em povoado, curando os doentes e ensinando em suas sinagogas a Boa Nova.
Em cada lugar por onde passava, uma multidão o cercava e o acompanhava. Não o deixava. Aí Jesus se dá conta de quantas pessoas precisavam e queriam conhecer a Deus, Seu Pai. Quantas pessoas estavam doentes e precisavam ser curadas. E aí, virando-se para seus seguidores mais próximos, os discípulos que o acompanhavam, mostra-lhes isto e, orienta-lhes a pedir ao Pai que envie mais e mais operários que possam levar às multidões o sossego, a paz de espírito pelo qual o povo ansiava.

Meus irmãos, a palavra de hoje nos mostra momentos cada vez mais atuais em nossas vidas. E porque digo isso? Porque muitos gostam de dizer que “naquele tempo”, se referindo às passagens da escritura como se tivessem acontecido numa época em que o mundo era outro. Gostam de relativizar a Palavra, adequá-la a seus momentos, muitas das vezes procurando saídas para respaldar atitudes vãs. Mas eu gosto de dizer que a Bíblia é o livro mais atualizado que temos nos dias de hoje. De certo que a época é outra. Hoje temos canais e canais de comunicação, por exemplo. Temos jornais, internet, radio, temos até bicicletas adaptadas com caixinhas de som para o condutor anunciar as novidades na cidadezinha. Hoje a tecnologia não é a mesma daquele tempo. Mas o ser humano é o mesmo e as mazelas que se apossam de nossos espíritos, já são velhas conhecidas nossas. De séculos e séculos. Hoje não temos mais aquela problemática de ver todo adoentado como pecador, mas vemos todo pecador como um adoentado. O povo ainda continua sedento de Deus, sedento de um tempo melhor, esperançoso. Assim como era inclusive na época de Davi. Aqui abro um parênteses para dizer que estou lendo um livro intitulado “A Canção do Pastor”, que vem a contar a trajetória deste homem de Deus. Já no prefácio, me apaixonei por esta leitura e a medida que for interessante, partilharei com vocês. Mas no livro é relatado isto. Já na época de Davi, o mundo vivia momentos de declínio, desilusão e perigo. As pessoas viviam num mundo sem atrativos que trouxesse uma paz, uma tranqüilidade. O que tinham era o que o mundo lhes ofereciam: as guerras, as intranqüilidades, as iniqüidades. Já não viam mais esperança, não viam uma “luz no fim do túnel”, uma solução para os males que lhes abatiam, como as doenças, que lhes tornavam enfermos, sem poderem trabalhar, sem poderem arranjar o sustento de seus familiares. Os dias de hoje não são diferentes. As doenças o são. Hoje não temos mais a lepra como a doença mortal, mas temos a AIDS que tomou seu lugar; a pouco tivemos a gripe aviária, agora temos a gripe suína. A cada momento nos vemos cercado de problemas que vão nos deteriorando, vão nos atormentando a ponto de inclusive duvidarmos da existência de um Deus provedor, um Deus que cura.

E, é neste momento que nos vemos mais e mais sedentos de esperança, mais e mais sedentos de justiça, mais e mais sedentos de Deus. E a Palavra já nos apontava isto. Como diria a cantora gospel, Aline Barros: “a profecia se cumpriu, o povo está sedento e com fome de Deus”. Mas se por um lado nos vemos desiludidos, por outro Jesus vinha nos chamar de “homens de pouca fé”, pois quem tem fé, quem persevera na Palavra, não se deixa abater, não se deixa levar pelos percalços da vida. Ao revés, é suficientemente capaz de ajudar a Jesus em sua missão. È capaz de levar a Boa Nova aos povos, levantando os caídos, curando os enfermos e até expulsando os demônios, pois assim fez Jesus, que confiava no Seu Pai. E também assim determinou aos seus doze escolhidos que agissem, pela fé que tinham em seus corações.

A esta missão Deus nos chama no dia de hoje. E nos convoca também a rezar, mais e mais, para que Ele envie pastores que possam pastorear este rebanho que se encontra cansado, sedento e com fome. Hoje somos chamados a ser um dos doze e por nossas ações e atitudes, arregimentar mais doze, e mais doze, e infinitamente mais, para que a Palavra, os ensinamentos de Jesus, chegue realmente aos quatro cantos do universo. Se naquela época Jesus ao levantar os olhos no horizonte e ver uma grande multidão de doentes que precisavam ser curados, imaginemos nos dias de hoje, quando levantamos nossos olhos e procuramos também ver este tipo de deficiência?

Pois bem meus irmãos, amados de meu Pai. Que este dia dediquemos nossas orações no sentido de que Deus envie mais e mais sacerdotes para nossas igrejas, que levante dentre os leigos, verdadeiros evangelizadores, catequizadores, curadores d ´Alma. Pessoas que, vivendo Cristo, possam levar aos “doentes” o conforto, a tranqüilidade espiritual para também “erguê-los de suas macas” e torná-los seguidores de Jesus.

Hoje, dia 7 de julho, na sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista, está se iniciando o congresso anual da Renovação Carismática. De hoje até domingo, os católicos carismáticos de todo o Brasil estarão em assembléia, louvando e adorando ao Senhor, recebendo o Espírito Santo em seus corações, muitos “recarregando suas baterias” para voltarem a suas cidades munidos de esperança e fé para continuar suas jornadas evangelizadora. Infelizmente não poderei estar presente recebendo as graças de Deus, mas sei que na sua misericórdia e na sua onipotência e onipresença Ele não se esquecerá de mim. Suas mãos um dia me arrancaram das trevas. Hoje dedico meu curto tempo livre a anunciar esse meu Deus que é lindo e maravilhoso e o que Ele fez e faz na minha vida.

Portanto amados, lembremo-nos também hoje e durante toda a semana de pedir ao Pai que olhe por aqueles que se encontram reunidos em Cachoeira Paulista. Por aqueles que estão ali para buscar a intimidade com Ele. Que faça cada vez mais daqueles homens e mulheres, verdadeiros instrumentos da Sua justiça, da Sua Paz. Que sejam levantados mais e mais homens e mulheres de Deus que, assim como os discípulos, saíram no mundo pregando o evangelho, curando os doentes, expulsando os demônios; homens e mulheres de fé que nenhum mal os atingirá, nenhum veneno lhes fará mal, que saíam sem dano algum dos lugares aonde Deus os levar.

Peçamos isto hoje ao Pai. A messe é grande. Faltam trabalhadores. E você? O que está esperando? Talita cum!.

Na paz de Cristo e no Amor de Maria.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Talita cum! Levanta-te

Salve, amados de meu Pai,

Iniciamos mais uma semana de vitória em nossas vidas, pois cremos que Jesus vive e voltará. Esta é nossa promessa. È a promessa da aliança que Deus todo Poderoso fez conosco, por meio de Seu filho amado. O cordeiro imolado de Deus.

A reflexão de hoje vamos buscar no Evangelho de Jesus, segundo Mateus:9,18-26, proposto pela nossa Santa Igreja.

18. Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, prostrou-se diante dele e disse: “Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem impor a mão sobre ela, e viverá”.
19. Jesus levantou-se e o acompanhou, junto com os discípulos.
20. Nisto, uma mulher que havia doze anos sofria de hemorragias veio por trás dele e tocou na franja de seu manto.
21. Ela pensava consigo: “Se eu conseguir ao menos tocar no seu manto, ficarei curada”.
22. Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: “Coragem, filha! A tua fé te salvou”. E a mulher ficou curada a partir daquele instante.
23. Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão agitada,
24. e disse: “Retirai-vos! A menina não morreu; ela dorme”. Mas eles zombavam dele.
25. Afastada a multidão, ele entrou, pegou a menina pela mão, e ela se levantou.
26. E a notícia disso espalhou-se por toda aquela região.


Temos dois fatos memoráveis nesta passagem. Começa em Jesus sendo chamado por um chefe da sinagoga para curar sua filha, sem saber que antes de isto acontecer ela já havia morrido, passando pela mulher doente que, em meio à multidão, toca as veste de Jesus e fica curada.

Vejamos a passagem do chefe da sinagoga. Sinagoga era a casa de oração dos Judeus e seu chefe era quem presidia os cultos, portanto, fiel aos mandamentos e profundo conhecedor das leis de Deus. Mas, com o coração tomado de fé, vai até Jesus e pede que cure sua filha. Jesus tocado pelo pedido se coloca a caminhar até a casa do homem. Nisto, vem ao encontro deles, pessoas que dizem ao chefe que sua filha já havia morrido. Mas Jesus diz ao homem para ele continuar com sua fé. Chegando a casa do chefe da sinagoga, Jesus manda todos se retirarem e chama a menina à vida: “talita cum!”, que quer dizer levanta-te e ela se colocou de pé, para assombro de todos e alegria de seus pais.

No decorrer deste fato, havia uma mulher doente já há anos e que, tomada pela fé, se mete em meio a uma multidão e consegue tocar nas vestes de Jesus e fica curada, tão somente por esta sua ação. Relato interessante vai nos fazer o evangelista Lucas quando diz que Jesus, mesmo diante de tanta gente que o cercava ainda pergunta “quem” o havia tocado, já que teria sentindo o poder esvaindo-se (saindo) dele naquele momento. A mulher, que até então não havia se manifestado por ter medo da que algo pudesse lhe acontecer caso viessem a saber que foi ela quem tocou a Jesus, se apresenta e recebe d`Ele a Sua benção pela fé demonstrada.

Os relatos desta passagem nos chamam a ter fé. Essa palavrinha de duas letras, tão pequenina, mas de uma força descomunal e que não tomamos por decisão de vida. Aliás, fé, depois de amor, é a palavra de ordem que mais encontramos nas Escrituras. E a falta dela sempre foi presente nos corações humanos. Desde a libertação do povo de Israel do Egito, onde muito se rebelaram por descrer nas promessas, até mesmo na descrença de que Jesus ressuscitaria no terceiro dia. A falta de fé sempre foi uma problemática na vida dos filhos de Deus. Quem nunca na vida já passou por situações na qual duvida inclusive da existência de Deus?

Todos nós sempre passamos por dificuldades em nossas vidas. Sejam dificuldades financeiras, amorosas, de relacionamento familiar, no trabalho, etc. Enfim, em tudo que fazemos poderá aparecer uma dificuldade. Mas para que tudo seja satisfatório é preciso que ajamos com paciência e façamos com amor e dedicação. Mas certamente não basta isso. É preciso que tenhamos dentro de nós a certeza de que nossos atos irão refletir satisfatoriamente no que nos propusermos a fazer. Esta certeza é o que podemos chamar de fé. Ainda não temos nenhum trabalho realizado, de concreto, visível, mas temos a certeza de que, se nos colocarmos de bom grado a fazê-lo, iremos concretizá-lo, iremos vê-lo pronto, palpável.

E assim devemos fazer com relação a Deus. Não vemos Deus, mas devemos crer em suas promessas, na sua aliança. Devemos ter fé de que tudo se realizará pelas Suas graças para com nós, seus filhos amados. Deve haver uma relação de intimidade com Deus, de confiança naquele que tomamos por nosso Senhor, Todo Poderoso. Sem isso, sem esta fé, nada que venhamos a tentar produzir terá resultado, ao menos, uma solução satisfatória.

Não devemos ter medo de apresentar a Deus nossos problemas, pedirmos Seu auxílio para nossos males, nossos distúrbios. E ainda que estejamos mortos, Ele nos chamará a ficar de pé, a reagir perante nossa queda: talita cum!. Isto é ter fé. É, depositar em nosso Deus nossas esperanças de uma vida melhor, de uma vida digna. Mas também é trabalhar para isso. Não adianta pedir e esperar. É pedir e trabalhar para isso, chamar Ele a caminhar conosco indo de encontro ao problema, para vermos solucionado.

Temos problemas financeiros? E o que fazemos? Sentamos e choramos? Ou pedimos a Deus o auxilio e procuramos resolver nossos problemas, procurando gastar menos, procurando saldar as dívidas progressivamente? Problemas no relacionamento? E o que fazemos? Brigamos com a pessoa que está ao nosso lado ou procuramos rever aonde estamos errando e buscamos a paz, a unidade.

Talita cum! Levanta-te. Levantemo-nos, pois neste dia. Nos coloquemos de pé diante de nossos problemas. Peçamos a Deus a solução deles e trabalhemos para os solucionarmos. Mesmo que “adoecidos” pareçamos “mortos”, se temos fé, se cremos no Altíssimo, devemos reagir e lutar. De certo a nossa fé nos salvará.

Na Paz de Cristo e no amor de Maria.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Deus misericordioso

Salve amados de Cristo, nosso irmão.

Hoje é sexta feira. Primeira sexta feira do mês. Dia especial, consagrado ao Sagrado Coração de Jesus. Coração capaz de abrigar um amor enorme e jorrar o sangue e a água que nos purifica. Senhor Jesus, amado de minh´alma. Fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Hoje meus queridos, a igreja nos convida a refletirmos sobre a passagem da vida de Jesus, relatada por Mateus: 9: 9-13.

9. Ao passar, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu-o.
10. Depois, enquanto estava à mesa na casa de Mateus, vieram muitos publicanos e pecadores e sentaram-se à mesa, junto com Jesus e seus discípulos.
11. Alguns fariseus viram isso e disseram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os publicanos e pecadores?”
12. Tendo ouvido a pergunta, Jesus disse: “Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes.
13. Ide, pois, aprender o que significa: ‘Misericórdia eu quero, não sacrifícios. De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores”.

Após curar um paralítico em sua casa, Jesus sai caminhando e, passando em frente a coletoria de impostos, vê Mateus, também chamado Levi (Marcos: 2:14) e chama a segui-lo, indo para sua casa. Lá, Jesus se assenta à mesa junto com homens tidos como pecadores, como era Mateus, assim visto por ser um conhecido publicano, cobrador de impostos. Os fariseus que se encontravam no cortejo que seguia Jesus, vendo a cena, indagava aos Seus seguidores como Ele poderia se sentar à mesa com aquela gente. Quando Jesus escuta isso, diz que Ele veio para as pessoas doentes e não sãs, que Sua natureza misericordiosa não veio para os justos, mas para os pecadores.

De acordo com a Bíblia, os publicanos eram cobradores de impostos para o império romano e, por isso, eram odiados pelos Judeus. As suas famas de ladrões por muitas vezes praticarem extorsões, faziam deles homens pecadores, repudiados sobretudo pelos fariseus. Portanto, para estes, um judeu como Jesus sentar-se a mesa com um pecador como Mateus era uma coisa inadmissível, repugnante. Mas Jesus repreende aqueles que assim pensam e manda-os aprender mais sobre a misericórdia de Deus, pois que foi enviado para converter os pecadores. De fato, conta a Sagrada Escritura que Mateus se converteu, passando a ser mais um discípulo.

Assim meus queridos, Jesus hoje vem nos chamar mais uma vez a conversão, a tomar assento a seu lado na mesa do banquete. Ninguém pode se dizer sem pecado. Aquele que assim o disser, já estará pecando. E por isto Cristo afirma que veio para nós. De fato, o justo não precisa da Salvação. O Santo já está com os pés no reino, não precisando da salvação de Deus. Mas quem é santo? Quem não pecou ou não está em pecado?

Assim como Mateus, Jesus vem diariamente até nós nos chamar a conversão. Ele passa sempre a nossa frente nos mandando segui-lo. E nós? O que fazemos? Muitas vezes fingimos não escutá-lo, não damos a mínima para o seu chamado. Isto sem falar que não rara às vezes em que procuramos tirar do irmão a atenção do chamamento de Jesus.

Portanto meus queridos, saibam que, pecadores que somos, fazemos parte do plano de Salvação de Nosso Senhor e, por isso, Ele não vai desistir nunca de nós. Ele estará sempre a nos chamar, a atrair nossa atenção. A este convite, ao Seu “vem e segue-me” devemos estar atentos. Não devemos perder mais um minuto sequer de nossas vidas com aquilo que não nos dignifica, pois nunca sabemos o dia de amanhã. A qualidade de vida que temos hoje, o mundo em que vivemos anda tão perigoso, que não devemos deixar para amanhã para responder ao chamado de Jesus.

Só para finalizar, como membros do Corpo Santo de Cristo, devemos assim também fazer com nossos irmãos. Devemos evangelizar. Dar a conhecer este Cristo que outrora prometemos seguir. E, se por ventura, um dia qualquer, vermos uma cena que julgamos estar disforme dos ensinamentos, que tenhamos em mente o que Cristo veio a dizer aos fariseus hipócritas: aprendamos o que significa a misericórdia de Deus, pois ela veio para os pecadores e não para os justos.

Só quem é capaz de julgar é Deus. Ele é quem verdadeiramente sabe o que vai nos corações do homem. Devemos fazer a nossa parte. A nossa justiça é Dele.

Na paz de Cristo e no amor de Maria.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O misericordioso amor de Deus.

Salve, Amados,

Hoje quero antes de tudo compartilhar minha alegria com todos vocês. Hoje acordei radiante, mesmo diante de algumas dificuldades que tenho encontrado. Mas minha alegria tem um motivo: meu Jesus Vive. E dentro de mim. Está sendo uma alegria radiante. Uma felicidade completa. Uma Paz e serenidade n´alma que só quem já experimentou o amor de Deus saberá o que estou falando. Meu Deus, meu Tudo, meu Senhor. Oh, meu Deus, como é bom saber que estás sempre ao meu lado.

Hoje iniciei de maneira atípica. Mas estou tão feliz que não poderia deixar de partilhar com vocês esta minha felicidade. Não que em outros dias eu não estivesse. Mas tem sempre um dia em que deixamos a paz se fazer tão presente em nossos corações que transborda e nos deixa esfuziantes.

Mas bem, vamos lá. Tenho tido o costume de fazer minhas reflexões a partir dos Evangelhos, mas hoje devo confessar que também a primeira leitura me é apaixonante. Fala da prova a que Moisés foi submetido, ao ser chamado a entregar seu filho em sacrifício. Temente ao Senhor Deus, Moisés levou seu único filho ao monte, mas quando já preparado a imolar o pequeno, eis que Deus manda seu anjo para impedir ao Seu servo de lhe fazer tal oferenda.

Esta passagem, em Gênesis: 22, 1-19, é uma das que mais gosto quando se relata a vida de Moisés. É prova de amor ao Altíssimo, ao Todo Poderoso. É prova de temor a Deus. E me faz sempre refletir quantas vezes por dia Deus nos coloca à prova, nos testa em nosso amor, em nossa dedicação a Ele. Seja em nosso temperamento, seja em nossa fidelidade, seja em nosso amor ao próximo, Deus está sempre nos colocando à frente de situações várias para ver como nos portamos, como vamos nos sair. Certamente, povo pecador que somos, nem sempre nos sairemos bem em nossa jornada. Mas Deus não vai desistir de nós. Ele estará sempre ao nosso lado e, fatalmente, nos testando, a cada dia. Por isso nossa vida é uma constante “busca a Cristo”. Em busca da Santidade, em busca do nosso “ser Cristão”. Moisés, por amor a Deus, abdicou de seu filho. Triste mas confiante, o levou até o altar do sacrifício. E nós? Quantas vezes abdicamos daquilo que temos por amor a Deus? Quantas vezes abrimos mão dos nossos desejos, das nossas vontades, por amor a Jesus, ou mesmo nossos irmãos? Moisés fez isto. Triste, mas confiante nas promessas. E por isso foi elevado e glorificado e numerosa foi a descendência daquele filho de Deus.

Mas só para não perdemos o costume, vamos a Palavra de hoje para nós, que está contida em Mateus: 9, 1-8.

1. Entrando num barco, Jesus passou para a outra margem † do lago e foi para a sua cidade.
2. Apresentaram-lhe, então, um paralítico, deitado numa maca. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, teus pecados estão perdoados!”
3. Então alguns escribas pensaram: “Esse homem está blasfemando”.
4. Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações?
5. Que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados são perdoados’, ou: ‘Levanta-te e anda’?
6. Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, — disse então ao paralítico — levanta-te, pega a tua maca e vai para casa”.
7. O paralítico levantou-se e foi para casa.
8. Vendo isso, a multidão ficou cheia de temor e glorificou a Deus por ter dado tal poder aos seres humanos.


A Boa Nova de hoje nos relata episódios posteriores à rápida passagem de Jesus por terras pagãs, quando expulsou os demônios de alguns homens, transferindo-os para uma manada de porcos que se atiraram no abismo. Jesus, retornando a Galiléia, estava em sua casa e pregava a uma multidão que havia ido ao seu encontro. No meio deles, encontravam-se também fariseus e doutores da lei. Alguns homens trouxeram a Ele um paralítico e, como vão dizer Marcos e Lucas, como não conseguiam se aproximar de Jesus, dada a multidão que ali estava, abriram um buraco pelo telhado e desceram o doente até Sua frente. Vendo aquilo, Jesus se dirige ao homem e lhe diz que seus pecados estão perdoados. Mas não parou por aí. Diante da incredulidade dos doutores da lei, Jesus ainda se dirigiu mais uma vez ao homem e desta vez ordenou-lhe que levantasse, pegasse sua cama e fosse para casa. Vendo isto a multidão glorificou a Deus pelo poder dado aos seres humanos.

Nesta passagem temos um homem doente que é, a todo custo, apresentado a Jesus. Como já sabemos, para o povo daquela época, a doença das pessoas apareciam em virtude de seus pecados. E os judeus se viam assim. Mas quem é Jesus? Ora, se Jesus é o Enviado de Deus para nos salvar, para nos trazer a liberdade, nos livrar de nossos pecados, nada mais certo que aquele homem quando ouviu que seus pecados estavam perdoados se levantasse. Mas pelo relato não vemos isto. Jesus precisou ser mais enfático e determinou aquele homem que se colocasse de pé e fosse para sua casa.

Ora, quantas vezes isso não nos acontece também? Quantas vezes não escutamos, ou mesmo fingimos não escutar Jesus nos chamando a vida através do seu perdão? Às vezes somos tão teimosos que precisamos que Ele nos ordene. Somos tão paralíticos na alma que necessitamos que Jesus nos “ordene enfaticamente” pararmos de pecar. E ainda assim, nem sempre levantamos e andamos. Continuamos inertes ao desejo de Deus em nos perdoar. Continuamos com nosso coração fechado à Salvação, esperando que Ele “berre” aos nossos ouvidos. Deus é misericordioso. Ele sempre nos estende a mão. Mas o “desejo”, a “vontade” de segurar esta mão é nossa. A liberdade nos chega se ouvirmos. E como Deus fala aos nossos corações de várias maneiras, até simples, saibamos ouvir de primeira o chamado à conversão. Nossa vida nesta terra é tão curta, é tão passageira, que às vezes não teremos tempo de escutar Jesus ordenando que levantemos. Pior, não teremos tempo de levantar.

Na Paz de Cristo e no amor de Maria.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O tempo de Deus

Evangelho
Mt:8,28-34

28. Quando Jesus chegou à outra margem † do lago, à região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois possessos, saindo dos túmulos. Eram tão violentos que ninguém podia passar por aquele caminho.
29. Eles então gritaram: “Que queres de nós, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?”
30. Ora, acerta distância deles estava pastando uma manada de muitos porcos.
31. Os demônios suplicavam-lhe: “Se nos expulsas, manda-nos à manada de porcos”.
32. Ele disse: “Ide”. Os demônios saíram, e foram para os porcos. E todos os porcos se precipitaram, pelo despenhadeiro, para dentro do mar, morrendo nas águas.
33. Os que cuidavam dos porcos fugiram e foram à cidade contar tudo, também o que houve com os possessos.
34. A cidade inteira saiu ao encontro de Jesus. E logo que o viram, pediram-lhe que fosse embora da região.

Salve a todos,

Hoje iniciamos o mês de julho. Literalmente chegamos ao meio do ano e nem nos apercebemos de quanto estes seis primeiros meses passaram tão rápido. Alguns talvez não possam ter achado isto, mas tenho certeza de que uma grande maioria do povo, os que tem sua vida corrida dividida entre os afazeres domésticos e os dos seus empregos, estes sim, sentiram passar rápido esses seis primeiros meses.

Neste mês, para quem mora no Rio de Janeiro, a Radio Catedral estará promovendo e, em alguns casos, apoiando, a realização de eventos ligados aos Amigos. Será uma semana de atividades abrindo com o Terço da Misericórdia rezado ao Vivo do Largo da Carioca, em frente ao Convento e fechando no domingo com a celebração da Santa Missa na Catedral Metropolitano. Isto sem falar, ainda, no evento de sábado que pelo terceiro ano acontece: a Balada Jovem, evento que reúne jovens de todo o canto do Rio em 3 ambientes: show, cristoteca e arena de brincadeiras. É em Jacarepaguá, na sede social da Paróquia Nossa Senhora do Loreto. Procure se informar e não deixe de participar.

Mas o pensamento de hoje vai girar em torno do tempo de Deus. Quando os demônios avistaram a Jesus, perguntaram-lhe se havia ido atormentar-lhes antes do tempo. Falaram isto talvez se referindo ao fim dos tempos, quando haverá a grande luta entre o bem e o mal, das tropas do céu contra as do inferno sendo os anjos de Deus vencedores. Ou ao tempo em que Jesus irá retornar e buscar seus irmãos para habitar com Ele no Reino, ou também, ao fato ocorrido quando concretizou-se a Paixão de Cristo e Ele desceu a “mansão dos mortos”, tomando as “chaves” da casa do diabo. Vai saber, afinal, o demônio sempre tenta enganar aos outros. Mas não enganava a Jesus.

Mas estamos a falar do tempo de Deus. E quando é esse tempo? Alguém se arrisca dizer por exemplo, quando ocorrerá a vinda do Senhor? Não podemos. E não o podemos porque o tempo de Deus é diferente do nosso. O tempo de Deus, designado por “Kairós”, é um tempo todo especial. È o momento em que as coisas são concretizadas, é quando os pensamentos que Ele tem para nós se realizam.

Quantas vezes nos pegamos indagando de Deus porque as coisas nos acontecem? E em determinados momentos de nossas vidas, como se tivéssemos alguma ingerência sobre ela? Só Deus sabe quando é nosso tempo. Só Ele sabe quando devemos receber a graça, quando estaremos preparados para ver a glória d´Ele.
As vezes imploramos por um Deus imediatista, mas esquecemos que nosso Deus sempre fez tudo gradativamente, ou alguém duvida que Ele poderia, num único e simples estalar de dedos, criar o céu, a terra, o mar, os animais e até mesmo nós? Quem duvida que nós, seus filhos amados já poderíamos nascer crescidos, inteligentes, cumpridores dos nossos deveres?

Ele poderia fazer tudo isto, mas prefere que cada coisa aconteça a seu tempo. Tudo tem o tempo certo de acontecer. As vezes queremos nos antecipar e acabamos muitas das vezes nos estrepando mais adiante, acabamos nos dando mal. Mas isto só acontece porque não respeitamos o “tempo” de Deus. E não respeitamos justamente porque não confiamos, porque não cremos na sua Palavra. Cada dia nos parecemos como os injustos Judeus que foram retirados do Egito. Deus lhes indicou o caminho e lhes disse que passariam 40 dias e 40 noites. Mas por causa de suas dúvidas, por causas das lamurias que levantavam, das palavras que proferiam, acabaram por andar mais de 40 anos. E isto certamente só aconteceu porque não esperaram o tempo certo, porque não creram nas promessas.

Por meus irmãos, sejamos um povo de Deus mais justos. Esperemos na Palavras, nas Escrituras. Ele sabe quando as coisas nos devem acontecer, quando é chegada nossa hora. Quando estaremos preparados para receber as suas Graças, para vermos a Sua Glória. Antecipar este tempo, fazer as coisas do jeito que queremos, somente vai nos levar a destruição. Além de não termos nossas graças, nossos benefícios, se Deus nos julgar merecedores, somente muito mais tarde alcançaremos nossos desejos.

Pensemos nisto. Tudo ao tempo de Deus. Somos seus filhos amados. Ao tempo certo Ele nos proverá.

Na Paz de Cristo e no amor de Maria.